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quarta-feira, 13 de abril de 2011

A CARTILHA DO SUS

Como podemos ver, todos nós possuímos o dever de cobrar e acompanhar o desenvolvimento  de nossas autoridades Municipais, Estaduais e  Federais, quando se trata da saúde de nossa cidade e tambem teremos acesso a telefones e endereços para casos de dúvidas ou reclamações . Um país que ainda necessita de um grande passo para podermos deixar de laudo o caro e tão famoso Plano de Saúde.

Toda essa planilha você poderar ter acesso, visitando o site
http://www.santoandre.sp.gov.br/bnews3/images/multimidia/programas /cartilha%20sus.pdf .
Nela você tera todas as informações necessárias para um bom uso do seu DIREITO com a SAÚDE.

Gabriela Beloto

 A saúde no Brasil é direito de todos e dever do Estado. Mais que isso, a saúde é item de relevância pública, o que assegura a participação do Ministério Público na fiscalização do cumprimento das leis.
O SUS é um sistema porque é formado por várias instituições dos três níveis de governo (União, estados e municípios) e pelo setor privado, com o qual são feitos contratos e convênios para a realização de serviços e ações, como se fosse um mesmo corpo. Assim, o serviço privado (um hospital, por exemplo), quando é contratado pelo SUS, deve atuar como se fosse público. O SUS é único, porque tem a mesma filosofia de atuação em todo o território nacional e é organizado de acordo com uma mesma lógica. Além disso, o SUS:
 É universal porque deve atender a todos, sem distinções, de acordo com suas necessidades; e sem cobrar nada, sem levar em conta o poder aquisitivo ou se a pessoa contribui ou não com a Previdência Social.
É integral, pois a saúde da pessoa não pode ser dividida e, sim, deve ser tratada como um todo. Isso quer dizer que as ações de saúde devem estar voltadas, ao mesmo tempo, para o indivíduo e para a comunidade, para a prevenção e para o tratamento, sempre respeitando a dignidade humana.
Garante eqüidade, pois deve oferecer os recursos de saúde de acordo com as necessidades de cada um; dar mais para quem mais precisa.
É descentralizado, pois quem está próximo dos cidadãos tem mais chances de acertar na solução dos problemas de saúde. Assim, todas as ações e serviços que atendem a população de um município devem ser municipais; as que servem e alcançam vários municípios devem ser estaduais e aquelas que são dirigidas a todo o território nacional devem ser federais. O SUS tem um gestor único em cada esfera de governo. A Secretaria Municipal de Saúde, por exemplo, tem que ser responsável por todos os serviços localizados
na cidade.
É regionalizado e hierarquizado: os serviços de saúde devem estar dispostos de maneira regionalizada, pois nem todos os municípios conseguem atender todas as demandas e todo tipo de problemas de saúde. Os serviços de saúde devem se organizar regionalmente e também obedecer a uma hierarquia entre eles. As questões menos complexas devem ser atendidas nas unidades básicas de saúde, passando pelas
unidades especializadas, pelo hospital geral até chegar ao hospital especializado.
 Prevê a participação do setor privado: as ações serão feitas pelos serviços públicos e de forma complementar pelo setor privado, preferencialmente pelo setor filantrópico e sem fins lucrativos,
por meio de contrato administrativo ou convênio, o que não descaracteriza a natureza pública dos serviços.
 Deve terracionalidade: o SUS deve se organizar para oferecer ações e serviços de acordo com as necessidades da população e com os problemas de saúde mais freqüentes em cada região.
Uma cidade não pode, por exemplo, manter um hospital e não dispor de unidades básicas de saúde.
Deve ser eficaz e eficiente: deve prestar serviços de qualidade e apresentar soluções quando as pessoas o procuram ou quando há um problema de saúde coletiva. Deve usar da racionalidade, utilizar as técnicas mais adequadas, de acordo com a realidade local e a disponibilidade de recursos, eliminando o desperdício e fazendo com que os recursos públicos sejam aplicados da melhor maneira possível. Deve promover a participação popular: o SUS é democrático porque tem mecanismos de assegurar o direito de participação de todos os segmentos envolvidos com o sistema - governos, prestadores de serviços, trabalhadores de saúde e, principalmente, os usuários dos serviços, as comunidades e a população. Os principais instrumentos para exercer esse controle social são os conselhos e as conferências de saúde, que devem respeitar o critério de composição paritária (participação igual entre usuários e os demais);
além de ter caráter deliberativo, isto é, ter poder de decisão.

(retirado de Cartilha SUS)

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. No Brasil, o sistema de saúde público ainda tem muito que melhorar. Dentre as exigências para o SUS citadas neste documento as que merecem maior atenção são a regionalidade e a eficiência.
    Nas pequenas cidades principalmente falta infra-estrutura e equipamentos e, em geral, os médicos são mal pagos, a espera para fazer consultas, exames e até no atendimento de emergência é muito grande.

    Karin Tauani Fusco

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